quarta-feira, 29 de abril de 2015

Papa e secretário-geral da ONU discutem meio ambiente no Vaticano

Papa Francisco
Papa Francisco e secretário-geral da ONU discutem aquecimento global em reunião reservada no Vaticano
Divulgação/Agência Lusa
O papa Francisco recebeu nesta terça-feira (28) o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, durante um seminário científico sobre proteção ambiental organizado no Vaticano. Ban Ki-moon e o papa reuniram-se em particular durante 30 minutos, antes do início do encontro, disse Ciro Benedettini, vice-diretor da sala de imprensa do Vaticano.

Após o encontro, a autoridade das Nações Unidas disse que os dois tiveram "uma conversa muito longa e frutífera". Ele participa do seminário Proteger o Planeta, Tornar Digna a Humanidade, organizado pela Academia Pontifícia das Ciências.

"Espero com impaciência a encíclica do papa Francisco", acrescentou Ban Ki-moon, numa referência à encíclica sobre a ecologia humana que o papa deve publicar em junho ou julho.

"A ciência e a religião não têm posições opostas sobre as alterações climáticas", disse, congratulando-se com os esforços do papa e da Igreja Católica para "chamar a atenção para a necessidade urgente de promover um desenvolvimento sustentável".

Em relação à conferência sobre o clima, prevista para dezembro na capital francesa, o secretário-geral considerou que "Paris não é um ponto final, mas deve ser um ponto de mudança para encontrar uma via comum de resposta ao desafio que é o clima".

Ban Ki-moon defendeu que a atenuação dos efeitos das mudanças climáticas é necessária para erradicar a pobreza extrema, reduzir a desigualdade e garantir "um desenvolvimento econômico justo e sustentável".

"As alterações climáticas estão intrinsecamente ligadas à saúde pública, à segurança da água e dos alimentos, aos movimentos migratórios e à paz e segurança. É uma questão moral de justiça social, direitos humanos e ética fundamental", destacou a autoridade da ONU.

O secretário-geral das Nações Unidas considerou que as alterações climáticas já estão em andamento afetando especialmente os mais pobres e as atividades humanas.

Da EBC Agência Brasil

Trabalho infantil é violência?

trabalho infantil2
Foto: Sara Abubaker
A inspiração para falar sobre trabalho infantil para a Pastoral da Criança, convite de imediato aceito, foi a frase [“Melhor estar trabalhando do que roubando”] que mais se ouve quando se procura defender que crianças e adolescentes trabalhem precocemente. Por que não ouvimos “melhor estar estudando do que trabalhando”?

A questão é de difícil enfrentamento por envolver uma forte herança cultural. A resposta seria bem longa, e aqui não teríamos condições de resumir a história que envolve as práticas do uso dos corpos e força física da criança, desde o início da história do Brasil.

Uma questão histórica


O fato é que o uso dos corpos de crianças para o trabalho não é um privilégio de nossa civilização, e um exemplo disto que fica claro, vem da colonização do Brasil pelos portugueses, quando crianças eram entregues por suas próprias famílias para cruzar os mares nas embarcações vindas de Portugal¹. Esta era uma forma de serem introduzidas precocemente na, então sonhada, carreira na Marinha, mesmo que isto significasse o risco de morrerem durante a viagem, ou sofrerem vários tipos de abusos para além dos físicos – entendidos como um trabalho exaustivo sem alimentação adequada para a idade –, e serem também explorados sexualmente pelos adultos embarcados. A família, por seu lado, receberia recursos pelo trabalho de seus filhos, aceitando de bom grado esta prática entendida como “boa” para todos.

Entretanto, não existiam na época, leis que protegessem estas crianças que, acaso chegassem vivas ao Brasil, continuariam trabalhando longe de suas famílias e sofrendo qualquer tipo de violação. Tais práticas acabaram sendo transmitidas e foram se atualizando, como por exemplo, o emprego de crianças em fábricas, agricultura e inúmeras outras, tendo como norte uma questão econômica muito forte, que selecionava os mais pobres para as mais diferentes ocupações, enquanto os demais trilhavam o caminho da formação dentro do ambiente escolar.

Brevemente, isto explica a resistência em muitos na sociedade para enfrentar e prevenir o trabalho infantil, que não se trata de atribuir à criança pequenas tarefas de apoio à família como, por exemplo, nos casos daqueles que vivem da agricultura ou outras atividades que envolvem famílias inteiras. O que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em 1990, passou a vedar, foi a profissionalização precoce do trabalho infantil, ou seja, que aqueles que estão em peculiar fase do desenvolvimento, tenham seus corpos utilizados de forma habitual e intensa a ponto de colocar em risco a saúde física e, ainda, prejudicando seu desenvolvimento escolar, pela total exaustão a que ficam expostos, para além de prejuízos de ordem psicológica.

O que caracteriza o trabalho infantil


A Constituição Federal no artigo 7o, inciso XXXIII, vedou o trabalho abaixo dos 16 anos, a não ser na condição de aprendizes a partir dos 14 anos. Mas não se trata de uma atividade qualquer. Esta atividade deverá corresponder a uma formação técnico-profissional que deverá estar de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (ver artigos 60 a 69 do ECA).

O Decreto 6.481/2008, que lista as piores formas de trabalho infantil, deixa claro a razão de ser dos argumentos para que se proteja crianças. Para ser configurado como trabalho infantil, há que se verificar a frequência da ocupação do tempo da criança em questão e o quanto que isto poderá colocar em risco, por exemplo, sua coluna vertebral, seus músculos, sua pele (quando exposto ao sol intensamente), e se há riscos de lesão física. Tudo isto, para além de condições de um tratamento digno e com tempo para atividades fundamentais para sua formação como um todo, ou seja, atividades escolares, culturais, de lazer e de esporte.

Sonho da criança ou da família?


Neste ponto, vale abordar uma prática que vem transformando o direito fundamental ao esporte, cuja atividades físicas são inegavelmente benéficas para o desenvolvimento físico saudável. O risco aqui é confundir a garantia deste direito previsto no Estatuto, com a profissionalização precoce no esporte e que pode oferecer um conjunto de riscos, que vão desde a violação da integridade física e psicológica, até a convivência familiar e, em uma situação extrema, ao tráfico (nacional e internacional), tudo em nome do sonho de se tornar, especialmente, um jogador de futebol de sucesso e poder ajudar a família a reverter sua situação econômica, graças ao talento creditado ao atleta.

Sem dúvidas, milhões de crianças de diferentes origens econômicas têm o sonho de se tornarem profissionais do futebol e se prepararem para tal. Mas os que serão selecionados nos campinhos de terra espalhados nas comunidades mais empobrecidas e distantes dos grandes centros, são os que estarão mais vulneráveis a viver com a violação de seus direitos fundamentais, distantes de suas famílias, muitas vezes igualmente iludidas quanto às vantagens oferecidas como atrativo.

Desafio atual para os líderes comunitários e Conselheiros Tutelares


Perceber e enfrentar essas situações é um grande e novo desafio para as comunidades, com destaque para Conselheiros Tutelares e lideranças comunitárias, que têm maior proximidade com crianças e adolescentes de seus municípios. Este deve ser comprometido com o enfrentamento de violências contra crianças e adolescentes nos mais distantes “cantões” do nosso território nacional, onde vêm sendo selecionados muitos dos que se submetem à tudo na esperança de virarem novos ídolos futebolísticos. O desafio maior é a aceitação do próprio atleta, da sua família e da sociedade como um todo que, mesmo com os avanços da ciência sobre a saúde que demonstra os riscos desta atividade precoce (cujos treinamentos nem sempre orientados de acordo com profissionais formados para tal) colocam em risco a chegada do atleta ao sonhado profissionalismo.

Lideranças comunitárias e Conselheiros Tutelares podem ter maior visibilidade e controle de violações que vêm sendo noticiadas em matérias de jornalismo investigativo, sobre o campo esportivo das bases. São casos, por exemplo, de deslocamento e estadia de atletas para longe dos municípios onde residem suas famílias, permanecendo na companhia de pessoas sem vínculo familiar e tendo como grande motivação o investimento no atleta para lucros futuros – situação que fortalece outros tipos de violações, com destaque para os abusos sexuais. A vulnerabilidade, o risco e a grande aceitação deste tipo de profissionalização precoce demanda urgente reflexão, atenção e ações da sociedade como um todo para que se concretize a proteção de crianças e adolescentes, como ordena a lei.

Por isto, quando escutarmos a frase corriqueira “melhor que estar roubando”, temos que revidar com um “Não! Melhor estar estudando”. Ou seja, devemos buscar diminuir a desigualdade social para que estas crianças também vivam como aquelas que não precisam usar seus corpos precocemente, para alcançar uma situação econômica que atenda suas necessidades e desejos próprios, para além dos também idealizados pela própria família. Um sonho que, muitas vezes, pode se transformar em pesadelo pelas frustrações e equívocos, independente da violação ao Direito da Criança e do Adolescente”.

Ana Christina Brito Lopes - Pós-graduanda em Direito (PPGD-UFPR), Doutora em Sociologia (UFPR), Mestre em Ciências Penais (UCAM-RJ), Professora, Pesquisadora e Consultora na área do Direito da Criança e do Adolescente. 

¹ RAMOS, Fábio Pestana. A História Trágico-Marítima das Crianças nas Embarcações Portuguesas no Século XVI. In DEL PRIORE, Mary (org.). História das Crianças no Brasil. São Paulo. Editora Contexto, 2010

Da Pastoral da Criança

Santo do dia - 30 de abril - São José Benedito Cottolengo acolhia pobres, doentes mentais e físicos

Hoje, lembramos São José Benedito Cottolengo que nasceu em Bra, na Itália, onde desde de pequeno demonstrou-se inclinado à caridade. Com o passar do tempo e trabalho com sua vocação, tornou-se um sacerdote dos desprotegidos na diocese de Turim.

Quando teve que atender uma senhora grávida, que devido à falta de assistência social, morreu em seus braços; espantado, retirou-se em oração e nisso Deus fez desabrochar no seu coração a necessidade da criação de uma casa de abrigo que, mesmo em meio às dificuldades, foi seguida por outras. Esse grande homem de Deus acolhia pobres, doentes mentais, físicos, ou seja, todo tipo de pessoas carentes de amor, assistência material, físico e espiritual.

Confiando somente nos cuidados do Pai do Céu, estas casas desde a primeira até a verdadeira cidade da caridade que surgiu, chamou-se “Pequena Casa da Divina Providência”. Diante do Santíssimo Sacramento, José Cottolengo e outros cristãos, que se uniram a ele nesta experiência de Deus, buscavam ali forças para bem servir aos necessitados, pois já dizia ele: “Se soubesses quem são os pobres, os servirias de joelhos!”.

Entrou no Céu com 56 anos.

São José Benedito Cottolengo, rogai por nós!

Liturgia diária

Primeira Leitura (At 12,24-13,5a)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.


Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos.

13,1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo.

2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.

4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas Sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 66)


 Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
 Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

 Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

 Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

Evangelho (Jo 12,44-50)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Cáritas Brasileira e CNBB irão lançar campanha de ajuda ao Nepal

A Cáritas Brasileira e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão se articulando para o lançamento da campanha de arrecadação de recursos financeiros para as vítimas do terremoto de magnitude 7,9 ocorrido no último sábado, 25, e que atingiu o Nepal, a Índia e a China. Segundo a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), o desastre natural afetou mais de 8 milhões de pessoas, com mais de 5 mil mortos e 6 mil feridos.

Diante da tragédia, a Cáritas Internacional (CI) está trabalhando com a Cáritas Nepal para oferecer ajuda aos feridos e desabrigados. A partir de uma teleconferência realizada entre 14 entidades que prestam apoio às vítimas do terremoto no Nepal, foi produzido um relatório da situação do país e de sua população neste momento.

A Rede Caritas e entidades parceiras apontaram que casacos, lonas e tendas, água e alimentos estão entre as principais e imediatas necessidades expressas pela Cáritas Nepal.

No domingo, 26, o papa Francisco rezou uma Ave Maria pelas vítimas do terremoto, junto aos fiéis reunidos na praça São Pedro, no Vaticano. Na oração dominical do Angelus, ele dirigiu uma mensagem de alento aos atingidos. “Desejo confirmar a minha proximidade com as populações atingidas pelo forte terremoto no Nepal e que atingiu também os países vizinhos. Rezo pelas vítimas, pelos feridos e por todos os que sofrem devido a esta calamidade. Que tenham o apoio da solidariedade fraterna”, expressou Francisco.

Recursos humanos e financeiros:

Neste momento, 33 agentes de várias Cáritas do mundo estão no Nepal e há um recurso de, aproximadamente, 2,5 milhões de euros para atender às necessidades imediatas dos sobreviventes.

A Caritas Nepal determinará sobre a necessidade de mais recursos humanos e será estabelecido mecanismo de apoio.

Para mais informações:

- Cáritas Brasileira: Localização: SGAN Quadra 601 Módulo F / Asa Norte - CEP: 70830-010 (Brasília-DF). +55 (61) 3521-0350

- Caritas Nepal: entre em contato com Lilian Chan: Telefone LilianC@caritas.org.au ou telefone +61 410 009 200.

Da CNBB

Participe!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Santo do dia - 29 de abril - Santa Catarina de Sena, servia a Cristo e sua Igreja

Neste dia, celebramos a vida de uma das mulheres que marcaram profundamente a história da Igreja: Santa Catarina de Sena. Reconhecida como Doutora da Igreja, era de uma enorme e pobre família de Sena, na Itália, onde nasceu em 1347.

Voltada à oração, ao silêncio e à penitência, não se consagrou em uma congregação, mas continuou, no seu cotidiano dos serviços domésticos, a servir a Cristo e Sua Igreja, já que tudo o que fazia, oferecia pela salvação das almas. Através de cartas às autoridades, embora analfabeta e de frágil constituição física, conseguia mover homens para a reconciliação e paz como um gigante.

Dotada de dons místicos, recebeu espiritual e realmente as chagas do Cristo; além de manter uma profunda comunhão com Deus Pai, por meio da qual teve origem sua obra: “O Diálogo”. Comungando também com a situação dos seus, ajudou-o em muito, socorrendo o povo italiano, que sofria com uma peste mortífera e com igual amor socorreu a Igreja que, com dois Papas, sofria cisão, até que Catarina, santamente, movimentou os céus e a terra, conseguindo banir toda confusão. Morreu no ano de 1380, repetindo: “Se morrer, sabeis que morro de paixão pela Igreja”.

Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

Liturgia diária

Primeira Leitura (At 12,24-13,5a)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.


Naqueles dias, 24a palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais. 25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério, voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos.

13,1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo.

2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.

4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a Palavra de Deus nas Sinagogas dos judeus. Eles tinham João como ajudante.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 66)


 Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.
 Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, e sua face resplandeça sobre nós! Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.

 Exulte de alegria a terra inteira, pois julgais o universo com justiça; os povos governais com retidão, e guiais, em toda a terra, as nações.

 Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem! Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, e o respeitem os confins de toda a terra!

Evangelho (Jo 12,44-50)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 44Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. 45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

47Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. 50Eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Curtinhas...

Final de semana movimentado na Paróquia. Vejam umas curtinhas dos trabalhos das Pastorais:

ESCOLA DA FÉ

Foto: Luciana Costa
Na quinta-feira (23) aconteceu o segundo encontro da Escola da Fé. O tema deste foi “O Credo”.  O número de participantes aumentou em relação ao primeiro encontro. Louvável a procura das pessoas em participar de tal formação. O próximo encontro será no dia 24 de junho.

GRUPO DE ESCOTEIROS

Foto: Luciana Costa
Em comemoração do Dia do Escoteiro, o GEAS (Grupo de Escoteiros Alzira Soriano) organizou uma série de atividades neste final de semana aqui em Lajes. Estiveram presentes escoteiros de Santana do Matos, Assu, Ipanguaçu dentre outros...

O nosso Pároco foi homenageado e no domingo foi celebrada a Santa Missa, na Capela do Boa Esperança com a participação dos escoteiros.

FORMAÇÃO

Foto: Júnior Martins
Como foi decidido no primeiro encontro com os coordenadores de pastorais, tivemos o primeiro (de quatro) para formação de agentes de pastorais e movimentos. O tema foi Liturgia. O nosso padre comandou o momento que teve a participação das comunidades de Lajes, Caiçara do Rio do Vento e Pedra Preta.

A próximo formação está marcado para o dia 04 de julho e o tema será “Igreja: ser e estar”.

RCC E GRUPO DE CASAIS

Foto: Wallace Félix
A Renovação Carismática Católica da Paróquia se reuniu no domingo (26) com o Grupo de Casais para uma manhã de conversa e dinâmicas. O nosso Pároco participou do momento e levou sua palavra a todos.

DOMINGO DO BOM PASTOR

Foto: Wallace Félix
Na noite do domingo (26), na Matriz, foi celebrado o Domingo do Bom Pastor. 

Vejam mais fotos clicando AQUI.

Santo do dia - 28 de abril - São Luís Maria Grignion de Montfort, devoto à Virgem Maria

Neste dia, nós contemplamos o fiel testemunho de Luís que, ao ser crismado, acrescentou ao seu prenome o nome de Maria, devido sua devoção à Virgem Maria, que permeou toda sua vida.

Nascido na França, no ano de 1673, de uma família muito numerosa, ele sentiu bem cedo o desejo de seguir o sacerdócio e assim percorreu o caminho dos estudos.

Como padre, São Luís começou a comunicar o Santo Evangelho e a levar o povo, através de suas missões populares, a viver Jesus pela intercessão e conhecimento de Maria. Foi grande pregador, homem de oração, amante da Santa Cruz, dos doentes e pobres; como bom escravo da Virgem Santíssima não foi egoísta e fez de tudo para ensinar a todos o caminho mais rápido, fácil e fascinante de unir-se perfeitamente a Jesus, que consistia na consagração total e liberal à Santa Maria.

São Luís já era um homem que praticava sacrifícios pela salvação das almas, e sua maior penitência foi aceitar as diversas perseguições que o próprio Maligno derramou sobre ele; tanto assim que foi a Roma para pedir ao Papa permissão para sair da França, mas este não lhe concedeu tal pedido. Na força do Espírito e auxiliado pela Mãe de Deus, que nunca o abandonara, São Luís evangelizou e combateu na França os jansenistas, os quais estavam afastando os fiéis dos sacramentos e da misericórdia do Senhor.

São Luís, que morreu em 1716, foi quem escreveu o “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, que influencia ainda hoje, muitos filhos de Maria. Influenciou inclusive o saudoso Papa João Paulo II, que por viver o que São Luís nos partilhou, adotou como lema o Totus Tuus, Mariae, isto é, “Sou todo teu, ó Maria”.

São Luís Maria Grignion de Montfort, rogai por nós!

Liturgia diária

Primeira Leitura (At 11,19-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.


Naqueles dias, 19aqueles que se haviam espalhado por causa da perseguição que se seguiu à morte de Estêvão chegaram à Fenícia, à ilha de Chipre e à cidade de Antioquia, embora não pregassem a Palavra a ninguém que não fosse judeu.

20Contudo, alguns deles, habitantes de Chipre e da cidade de Cirene, chegaram a Antioquia e começaram a pregar também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. 21E a mão do Senhor estava com eles. Muitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor.

22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia. 23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom, cheio de Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor.

25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 86)


 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.
 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes.

 O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó. Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

 Lembro o Egito e Babilônia entre os meus veneradores. Na Filisteia ou em Tiro ou no país da Etiópia, este ou aquele ali nasceu. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”.

 Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. E por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”

Evangelho (Jo 10,22-30)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

22Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”.

25Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão.

29Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30Eu e o Pai somos um”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Catequizando: Dia do Trabalhador – São José Operário

Dia 01 de Maio Comemora-se o Dia do Trabalhador ou do trabalho, onde esta data é celebrada em vários países, sendo que, alguns deles esse dia é feriado. É um dia muito importante para a classe trabalhadora, onde se pode cobrar mais dos poderes públicos e da classe “dos patrões”, melhorias nas condições de trabalho. 

E no ano litúrgico lembramos sempre de São José Operário, “pai adotivo” de Jesus, aquele que é modelo de trabalhador para todos, onde o mesmo é exemplo para família, em que ensinou a Jesus a profissão de Carpiteiro, profissão esta que exige habilidades. São José Operário é considerado também o Patrono de todos os trabalhadores, dos carpinteiros e bem como dos pais de família. Em São José Operário é que se reconhece a dignidade do trabalho. 

Na Novena de São José Operário tem uma das mais belas orações: 

“Senhor que disseste, comerás o pão com o suor de teu rosto, eu sei que o trabalho é digno e abençoado para sustentar a vida, mas Senhor, apesar da boa vontade de trabalhar há tanto desemprego!

E por isso Senhor, o desemprego está causando problemas na família e na vida pessoal. Senhor olhai pelos desempregados. Por isso hoje estamos rezando por estes, cujos nomes apresentamos agora...

(Diga os nomes das pessoas que estão precisando da graça de um bom emprego)

Senhor, por intercessão de São José Operário, faça com que estas pessoas consigam um trabalho decente para sustentar a vida. Senhor, quando estivestes neste mundo, fostes humilde carpinteiro. Tende piedade e compaixão dos desempregados que querem trabalhar, que precisam trabalhar.

Ilumina o caminho para que possam encontrar o que há tanto tempo estão procurando. Nós cremos Senhor naquela Tua Palavra: Batei e a porta vos será aberta.

Ilumina os desempregados a baterem na porta certa. Que não recebam um não ou o descaso, mas consigam a graça de um trabalho. Dai ânimo Senhor, aos desempregados. Abre as portas de um emprego para estas pessoas

(Diga mais uma vez os nomes das pessoas)

São José Operário, intercedei pelos desempregados.
Senhor, eu confio na Tua Graça.
Senhor, eu confio no Teu Poder."

Amém.

Que São José Operário com seu modelo de fé, sempre nos interceda para que com o seu exemplo possamos dignificar sempre o nosso labor. 

Saulo Pegado
Apostolado da Oração
Lajes – RN

domingo, 26 de abril de 2015

Santo do dia - 27 de abril - Santa Zita, padroeira das empregadas do lar

Com muito carinho e devoção lembramos – neste dia – da santidade de vida de Santa Zita, padroeira das empregadas do lar. Nascida em Lucca (Itália), no ano de 1218, em uma família pobre e camponesa, mas que soube comunicar a ela a riqueza da vida em Deus.

Como simples empregada, sem estudos e cultura, Zita consagrou-se inteiramente ao Senhor, sem deixar sua vida simples. O segredo da espiritualidade desta santa era muito concreto, pois consistia em se questionar se esta ou aquela atitude agradava ou não ao Senhor. Desta forma, abriu-se para a santificação de Deus.

Santa Zita, com vinte anos, foi trabalhar numa família nobre e lá, não deixou de participar em todas as manhãs da Santa Missa na comunidade. Ela ajudava aos pobres e visitava os doentes nos tempos de folga, desta forma conquistou a admiração dos patrões. Conquistou também muitos corações para o Senhor e, merecidamente, o Céu.

Santa Zita, rogai por nós!

Liturgia diária

Primeira Leitura (At 11,1-18)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.


Naqueles dias, 1os apóstolos e os irmãos, que viviam na Judeia, souberam que também os pagãos haviam acolhido a Palavra de Deus.

2Quando Pedro subiu a Jerusalém, os fiéis de origem judaica começaram a discutir com ele, dizendo: 3“Tu entraste na casa de pagãos e comeste com eles!” 4Então, Pedro começou a contar-lhes, ponto por ponto, o que havia acontecido: 5“Eu estava na cidade de Jope e, ao fazer oração, entrei em êxtase e tive a seguinte visão: Vi uma coisa parecida com uma grande toalha que, sustentada pelas quatro pontas, descia do céu e chegava até junto de mim.

6Olhei atentamente e vi dentro dela quadrúpedes da terra, animais selvagens, répteis e aves do céu. 7Depois ouvi uma voz que me dizia: Levanta-te, Pedro, mata e come’. 8Eu respondi: ‘De modo nenhum, Senhor! porque jamais entrou coisa profana e impura na minha boca’. 9A voz me disse pela segunda vez: ‘Não chames impuro o que Deus purificou’.

10Isso se repetiu por três vezes. Depois a coisa foi novamente levantada para o céu. 11Nesse momento, três homens se apresentaram na casa em que nos encontrávamos. Tinham sido enviados de Cesareia à minha procura. 12O Espírito me disse que eu fosse com eles sem hesitar. Os seis irmãos que estão aqui me acompanharam e nós entramos na casa daquele homem.

13Então ele nos contou que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa e dizer: ‘Manda alguém a Jope para chamar Simão, conhecido como Pedro. 14Ele te falará de acontecimentos que trazem a salvação para ti e para toda a tua família’. 15Logo que comecei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, da mesma forma que desceu sobre nós no princípio. 16Então eu me lembrei do que o Senhor havia dito: ‘João batizou com água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo’.

17Deus concedeu a eles o mesmo dom que deu a nós que acreditamos no Senhor Jesus Cristo. Quem seria eu para me opor à ação de Deus?” 18Ao ouvirem isso, os fiéis de origem judaica se acalmaram e glorificaram a Deus, dizendo: “Também aos pagãos Deus concedeu a conversão que leva para a vida!”

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 41)


 Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.
 Minha alma suspira por vós, ó meu Deus.

 Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!

 A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?

 Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até vossa morada!

 Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

Evangelho (Jo 10,1-10)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.

6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Um amor mais forte

Quando todos vão embora, só o amor de Deus fica
Você já atualizou o seu status nas redes sociais? E para o Senhor, você também atualizou seu perfil? No que você está pensando? O que está sentindo agora? Sente tristeza ou medo? Então, você precisa ir à raiz desse sentimento e atualizar o seu relacionamento com Deus.

Você traz raiva em seu coração? Qual o motivo desse sentimento? Atualize o seu perfil com Deus. Talvez você esteja sentindo muita alegria! Atualize esse sentimento com o Senhor e louve-O por isso.

Faça esse exercício durante a semana; dê nome aos sentimentos. Muitas vezes, atualizamos nossas emoções nas nossas redes sociais, mas não o fazemos com Deus. Se fizermos isso, nosso dia será melhor.

A chave da cura é o amor, a qual não se vende nem se compra por dinheiro nenhum. O amor de Deus por nós é de graça; ninguém faz por merecê-lo! É esse amor que o Senhor quer derramar sobre nós.

Há alguns dias, minha filha Kiara fez a primeira comunhão, em Curitiba (PR), aos 12 anos. Quando ela recebeu Jesus, chorou bastante. Depois, fui abraçá-la e lhe perguntei: “Filha, o que você sentiu?”. Ela respondeu: “Mãe, eu leio muitos livros de romance, como a senhora bem sabe. Mas esse amor que eu senti é muito mais forte que o amor de romance, muito maior que tudo”. Eu me emocionei com ela.

Quando eu tinha dezessete anos, participava do grupo de oração. Certo dia, uma música bem antiga começou a tocar: “Tu és minha vida, outro Deus não há”( composição de Paulo César de Oliveira). Essa música foi entrando em mim de uma tal forma, que eu fui tocada profundamente. Vi Jesus na minha frente, e Ele me dizia: “A partir de hoje, nada vai nos separar!”. E a partir daquele momento, tudo mudou na minha vida.

A Palavra meditada está no Evangelho de São João 4, 1-29

Os judeus não gostavam dos samaritanos, tinham uma certa rejeição por eles. Mas vemos, no início desta Palavra, que Jesus parecia ter um encontrado marcado com a samaritana. O Senhor tem a hora certa para nos encontrar. Se você que está rezando por alguém da sua família, saiba que Jesus tem uma hora marcada com esta pessoa. Confie!

Algumas pessoas preferem morar sozinhas num apartamento, não tem contato com as pessoas, porque se escondem de medo de serem machucadas.

A samaritana tinha medo dos judeus, mas Jesus lhe pediu água. Ele foi chegando de mansinho, pois sabia que, se chegasse com tudo, ela poderia rejeitá-Lo. O Senhor faz assim conosco também. Ele chega de mansinho por meio de uma música ou uma palavra.

Cristo foi se aproximando daquela mulher e pediu de beber. Com essa atitude, ela já foi se sentindo amada, e a partir daí, Ele começou a trabalhar no interior dela. O Senhor lhe ofereceu a Água Viva. Cuidado com a água que você está bebendo! A cura de que você precisa está no Senhor.
“Existe um amor muito mais forte que é capaz de nos levantar”,
afirma Rogéria. Foto: Tiba Camargos/cancaonova.com
Jesus ofereceu o Espírito Santo àquela mulher, porque ele queria derramar Seu amor sobre ela. Ele lhe mostrou que ela precisava de cura na sua afetividade. “Todo aquele que beber da minha água nunca mais terá sede!”. É como se Ele quisesse dizer a ela: “Só eu posso saciar esse vazio. Só eu posso preenchê-lo. As pessoas têm buscado uma fonte errada, por isso estão “batendo a cabeça” por aí. Jesus ofereceu à samaritana algo muito maior, algo que ela nem imaginava. Ele curou suas feridas.

A mulher disse: “Senhor, dai-me desta Água para que eu não sinta mais sede!”. Ela quis dizer: “Dai-me desta Água para que eu não precise me esconder mais, para que não senta mais essa rejeição. O Senhor lhe respondeu: “Traga seu marido!”. E ela disse: “Não tenho marido!”. Jesus foi à raiz da sua história. Essa mulher viveu muitas coisas na sua afetividade. Ela teve cinco maridos e precisava ser curada no seus afetos. Os amores que ela teve foram passageiros, por isso o Senhor queria tocar nos seus afetos. Hoje, as pessoas também vivem essas feridas na afetividade.

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13,4-7).

Infelizmente, as pessoas estão trocando de marido ou de esposa como se troca de roupa. Muitas delas colocam mais amor na criação do que nas pessoas. Esses amores são falsos, são passageiros; temos de amar com perdão, querendo o bem do outro. Esse amor é o que cura.O abraço e o carinho de uma mãe muda tudo na vida do filho. Se você tem um filho agitado, faça a experiência de abraçá-lo.

A samaritana disse para Jesus: “Eu sei que virá o Messias, e quando Ele vier, nos fará conhecer todas as coisas”. E ele diz: “Sou eu quem fala contigo!”. Quando Jesus falou com ela e olhou nos Seus olhos, recebeu a cura naquele momento, porque a Palavra vai dizer que ela saiu para testemunhar para todos quem ela tinha conhecido. Foi ou não foi uma cura que Jesus fez?

Será que Deus não fala com você também? Essa mulher experimentou o amor mais forte que tudo. Madre Tereza dizia que “o amor dói”. Eu sei que as pessoas que estão assim hoje, procurando um amor passageiro. A Palavra nos diz: “Se você está no abismo, em uma situação de morte, ali Deus encontra você!” (Salmo 139). Se você viveu ou está vivendo uma situação dolorosa, Deus está com você.

Existe um amor muito mais forte que é capaz de nos levantar. Quando todos vão embora, só o amor de Deus permanece.

Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio.

sábado, 25 de abril de 2015

Santo do dia - 26 de abril - São Pascásio, nasceu para ser escritor

Pascásio Radbert foi personagem considerável no seu tempo. Os historiadores da Teologia continuam a mencionar a teoria que ele imaginou para “esclarecer” o mistério da presença de Jesus no Santíssimo Sacramento. Como diplomata, viajou muito entre 822 e 834, para solucionar questões da Igreja e tentar apaziguar os conflitos que punham em campo os sucessores de Carlos Magno.

Era um enjeitado exposto no pórtico de Nossa Senhora de Soissons no fim do século VIII. A abadessa Teodarda, prima direita de Carlos Magno, recolheu-o e educou-o da melhor maneira que pôde. Sempre ele se referiu à sua mãe adotiva com reconhecimento e veneração; apesar disso, deixou-a algum tempo para se lançar em aventuras.

Converteu-se aos 22 anos, e foi então Adelardo, irmão de Teodarda, abade de Corbie, que o recebeu entre os seus monges. Veio a ser um célebre professor, que deu celebridade às escolas de Corbie.

Em 844, os seus colegas de elegeram-no como abade mas, sete anos mais tarde, fizeram uma espécie de revolução que o obrigou a refugiar-se noutra abadia. Não se afligiu. Nascera para ser escritor, e tinha várias obras em preparação: “Que felicidade, dizia, ser lançado nos braços da filosofia e da sabedoria, e poder de novo beber no meu outono o leite das Sagradas Escrituras, que alimentou a minha juventude!”

Mas afinal os monges de Corbie acabaram por o chamar; voltou a viver com eles como simples religioso, edificando-os com os exemplos e continuando a escrever. Aí morreu a 26 de abril de 865.

São Pascásio, rogai por nós!